Fonte: Macauhub

Apenas um em cada 10 interessados na compra do lote de sete unidades industriais na Zona Económica Especial (ZEE) Luanda-Bengo vem do exterior, disse o presidente do Instituto de Gestão de Activos e Participações do Estado (IGAPE).

Valter Barros disse ao jornal angolano Expansão que o IGAPE tem estado a receber manifestações de interesse por parte de investidores relacionadas com as sete fábricas que vão ser alienadas na primeira fase do processo de privatização.

“Temos tido visitas à nossa página electrónica e alguns potenciais investidores têm-se deslocado à ZEE para constatarem o estado em que se encontra cada uma das unidades industriais”, disse Valter Barros.

O presidente do IGAPE adiantou que 11% das manifestações de interesse foram de empresas portuguesas e 89% de empresas de direito angolano, sendo algumas destas detidas por empresários estrangeiros, sem adiantar mais números.

Valter Barros reconheceu que estas unidades industriais foram construídas num contexto económico e cambial totalmente diferente do actual, “pelo que as avaliações que foram e estão a ser feitas poderão não corresponder ao valor do investimento inicial.”

Reforçou, no entanto, a ideia de que é vantajoso proceder à sua privatização, uma vez que mesmo que as estão em funcionamento não geram receitas suficientes para cobrir os custos operacionais.

A privatização do primeiro lote da Zona Económica Especial Luanda-Bengo contempla sete fábricas, uma das quais está em funcionamento com 17 trabalhadores e as restantes estão inactivas e os respectivos equipamentos nunca foram testados.