Realizou-se hoje (dia 30), durante o “10.º Fórum Internacional sobre o Investimento e Construção de Infraestruturas” (IIICF), a cerimónia de lançamento do “Índice do Desenvolvimento de Infraestruturas dos Países Abrangidos pela Iniciativa Faixa e Rota (2019)” e do “Relatório da Análise do Índice do Desenvolvimento de Infraestruturas dos Países Abrangidos pela Iniciativa Faixa e Rota (2019)”. Este ano, foram adicionados aos referidos documentos os dados relativos à participação das empresas do Interior da China na construção de Infraestruturas dos Países de Língua Portuguesa para salientar o posicionamento de Macau enquanto plataforma de serviços para a cooperação comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa, no sentido de proporcionar informações e avaliar as espectativas no âmbito da construção de Infraestruturas da China, dos países integrados na iniciativa “Uma Faixa, Uma Rota” e de Macau, bem como da cooperação e desenvolvimento das respectivas empresas. 

O Presidente da Associação dos Construtores Civis Internacionais da China, Sr. Fang Qiuchen, afirmou na cerimónia de lançamento que tem aprofundado nos últimos anos a cooperação na área de investimento de Infraestruturas entre a China e os Países de Língua Portuguesa, e que se tem mantido a conjuntura geral de desenvolvimento estável. Adiantou que existem discrepâncias inequívocas nas condições básicas de desenvolvimento dos oito países de língua portuguesa, os quais estão focados em áreas diferentes no que toca à cooperação relativa ao investimento de Infraestruturas. Também acredita que uma atmosfera dinâmica do mercado e a estabilidade nos requisitos de construção irão ambos contribuir para o aperfeiçoamento contínuo da cooperação em Infraestruturas dos países lusófonos.

O relatório de análise deste ano sintetizou as cinco características principais do desenvolvimento de Infraestruturas dos países abrangidos pela iniciativa “Faixa e Rota”. 1º.) apesar de o desenvolvimento de Infraestruturas dos países ao longo da “Faixa e Rota” ter abrandado, a sua performance manteve um nível relativamente alto. Prevê-se que o desenvolvimento relevante continuará a ter um desempenho satisfatório nos seguintes dois ou três anos; 2º.) testemunhou-se um desequilíbrio entre as várias regiões relativamente ao desenvolvimento de Infraestruturas, enquanto o Sudeste Asiático manteve a liderança comparando com as outras regiões. O Sudeste Asiático conseguiu garantir uma forte tendência de desenvolvimento e continuar a ocupar o primeiro lugar no ranking regional, com o valor de 125. A Indonésia, o Vietname, os Emirados Árabes Unidos, o Paquistão e a Rússia ocuparam as cinco primeiras classificações no índice nacional, enquanto o Brasil, Portugal e Angola conquistaram os primeiros três lugares entre os países de língua portuguesa; 3º.) as necessidades do desenvolvimento das indústrias de transporte e energia são bastante fortes, permitindo uma injecção de dinamismo à cooperação internacional de Infraestruturas. A cooperação na área do investimento de Infraestruturas entre a China e os Países de Língua Portuguesa tem-se aprofundado sistematicamente, mantendo uma conjuntura de desenvolvimento estável; 4º.) a existência de capital com origens diversificadas apoia à implementação dos projectos de Infraestruturas no contexto da “Faixa e Rota”, sendo consensual atrair a participação de capitais privados. 5º.) no impulso progressivo à construção da “Faixa e Rota”, vão-se incorporando inovações no formato de cooperação.

Além de tudo isto, o relatório de análise apresentou três sugestões para o desenvolvimento. Primeiramente, aproveitar oportunidades criadas pela iniciativa “Faixa e Rota”, concentrando-se na construção de projectos de interligação, com o objectivo de elevar a qualidade e a eficácia integral da construção de Infraestruturas; em segundo lugar, insistir no princípio de benefícios mútuos, participando nos projectos de construção em conformidade com a lei e os regulamentos relevantes, no intuito de reforçar o desenvolvimento sócio-económico do respectivo país anfitrião com base em Infraestruturas sustentáveis; em terceiro lugar, aumentar a consciência do controlo de riscos, fortificar a gestão de riscos de todos os procedimentos e ao mesmo tempo aproveitar adequadamente instrumentos financeiros e de seguros, a fim de garantir a estabilidade e a sustentabilidade dos projectos de cooperação no âmbito da “Faixa e Rota”.

O “Índice do Desenvolvimento de Infraestruturas dos Países Abrangidos pela Iniciativa Faixa e Rota (2019)” e o “Relatório da Análise do Índice do Desenvolvimento de Infraestruturas dos Países Abrangidos pela Iniciativa Faixa e Rota (2019)” estão disponíveis nos seguintes websites: www.bridi-research.come www.iiicf.org. A informação é de livre acesso e convidamos a consulta e o download.

Publicaram-se hoje o “Índice do Desenvolvimento de Infraestruturas dos Países Abrangidos pela Iniciativa Faixa e Rota (2019)” e o “Relatório da Análise do Índice do Desenvolvimento de Infraestruturas dos Países Abrangidos pela Iniciativa Faixa e Rota (2019)”

Publicaram-se hoje o “Índice do Desenvolvimento de Infraestruturas dos Países Abrangidos pela Iniciativa Faixa e Rota (2019)” e o “Relatório da Análise do Índice do Desenvolvimento de Infraestruturas dos Países Abrangidos pela Iniciativa Faixa e Rota (2019)”